segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Crônica - Carlos e os doces


Havia uma família que morava em uma fazenda. O pai se chamava Jerônimo, tinha 45 anos, a mãe Feliciana, tinha 40 anos, o filho Carlos 14 anos, e a filha Rebeca de apenas 5 anos.
Todos trabalhavam muito, pois tinham que tirar da terra e dos animais a sua alimentação.
Jerônimo plantava e colhia, Feliciana tirava o leite das vacas, Carlos gostava de alimentar os animais, e até Rebeca ajudava pegando os ovos das galinhas.
Tinham 4 bois, 3 vacas que davam leite quentinho todas as manhas, 20 galinhas que botavam ovos. A família plantava alface, morango, melancia, arroz, feijão, maçã, milho, laranja, banana, enfim tudo que precisavam para poder viver.
Carlos costumava ir passear logo após seu trabalho em outra fazenda, até que um dia verificou um armazém no caminho. Quando entrou viu muitos doces, balas, chocolates, e o dono do armazém logo viu a sua admiração e lhe deu alguns doces para que experimentasse. Mas deixou claro que a próxima vez que quisesse teria que comprar.
Então Carlos voltou para casa e no dia seguinte antes de ir passear pediu para seu pai R$ 10,00 e falou que era para ajudar uma família muito pobrezinha que morava perto, mas que não tinha nenhuma alimentação.
Seu pai Jerônimo, orgulhoso de seu filho deu rapidamente o dinheiro.
Todos os dias Carlos começou a pedir dinheiro, e seus pais começaram a achar estranho porque Carlos não comia mais a comida preparada por seus pais em casa, mas estava engordando muito.
Um dia, seu pai falou que não tinha dinheiro e que agora só daria a alimentação que tinha na fazenda.
Mas Carlos, falou: “ Não, não papai, é melhor dar dinheiro, porque assim eles compram no armazém o que precisam!”
Seu pai estranhou, mas mesmo assim deu o dinheiro.
No outro dia Feliciana e Jerônimo, junto com Rebeca resolveram seguir Carlos.
Viram-no comprando muitos doces e comendo na frente do armazém.
Então chegaram bem perto de Carlos e falaram: “Que família faminta, heim Carlos?”
Carlos se assustou, então acabou contando que não tinha desse tipo de doce na fazenda e por isso resolveu mentir.
Seus pais falaram: “Sua saúde está mal, com tantos doces, e a alimentação da fazenda é que tinha as vitaminas para você ficar forte.”
Seus pais ficaram tristes com Carlos, mas disseram que se ele começasse a comer novamente direito a alimentação preparada por eles, uma vez por semana eles lhe dariam R$ 10,00 para comprar doces para a semana e não para um dia só.


Moral da História: “Mentira tem perna curta.”

Autor: Paulo Henrique Poletto - 5ª série D

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